A união da corrida com o streetwear

O running deixou de ser apenas um ato de performance para também ocupar um lugar dentro da cultura urbana e do streetwear.

Durante muitos anos, a roupa de corrida tinha uma única função bastante clara e específica. Ser leve, confortável, respirável e potencializar ao máximo a performance do corpo de quem a estivesse vestindo. Depois que a corrida terminava, aquela roupa normalmente ficava junto com o resto dos kits esportivos em algum canto meio esquecido no roupeiro. Mas hoje essa relação é diferente.

A roupa que acompanha uma pessoa durante a prática do esporte também pode fazer parte do que ela veste pelo resto do dia. O corta-vento pode ser usado para o trabalho, o boné continua na cabeça durante o resto do dia, e a camisa técnica não é mais apenas uma peça esportiva, mas também um item estético e de design que transparece a personalidade de quem está usando em diferentes momentos do dia, seja no trabalho ou no rolê.

E essa relação também funciona no sentido contrário. Muita gente começou a se aproximar da corrida justamente pelo que estava acontecendo ao redor dela. O visual, os tênis, as roupas, os grupos de corrida e a maneira como tudo isso passou a ocupar as ruas ajudaram a tornar o running mais interessante para quem talvez nunca tivesse pensado em correr.

A corrida passou a fazer parte de um universo cultural maior. Você pode conhecer uma marca pelo tênis, se interessar pela estética das peças, começar a acompanhar um grupo de corrida e, quando percebe, está colocando os primeiros quilômetros na rua.

Nesse cenário, correr também passa a ser uma forma de se expressar e de fazer parte de uma comunidade. A roupa que você escolhe para correr diz alguma coisa sobre você, assim como acontece em tantos outros espaços da cultura urbana.

Por isso, a aproximação entre running e streetwear não acontece apenas porque as roupas esportivas ficaram mais bonitas ou porque peças técnicas passaram a ser usadas fora do treino. Existe uma troca verdadeira acontecendo entre as duas culturas, e ela muda a maneira como as pessoas enxergam a corrida e a própria relação com o que vestem.

A W’RUN nasce justamente desse encontro. Uma coleção feita para quem corre, mas também para quem continua vivendo a cidade depois que o treino acaba.

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